quarta-feira, 8 de setembro de 2010

As residências dos SALVAN´s em Rio Vargedo

As Mansões em Rio Vargedo


Entristeceu-nos saber que FORTUNATO morreu cedo e ainda pobre. Contudo, nos alegra comprovar o quanto seus filhos honraram o nome “FORTUNATO”. Construíram suas residências com as arquitetura iguais as da Região do VÊNETO, na ITÁLIA. Um sonho que o Pai não conseguiu alcançar.

Na comunidade de RIO VARGEDO e RIBEIRÃO D´AREIA, eles eram os mais nobres da Região e eram também realizados por continuar mantendo a tradição das arquiteturas da ITÁLIA aqui no Brasil. As mansões eram referências na comunidade.

Uma arquitetura que conta parte da história da FAMÍLIA SALVAN. Todas erguidas e até hoje ocupadas por descendentes diretos de SALVAN. Todas seguindo os mesmos padrões arquitetônicos. Compostas por: Uma área social onde localiza-se os dormitórios, a sala e o saléte, e na parte superior o tão curioso e misterioso *sótão. Uma área separada onde está a cozinha e aos fundos mais retirados ficava o estábulo. Sem dúvida uma das características mais marcantes da colonização italiana nos municípios de PEDRAS GRANDES e TREZE DE MAIO ao sul de SANTA CATARINA.

Com exceção da residência de EUGÊNIO SALVAN, construída no ano de 1944 na localidade de Ribeirão da Areia, no Município de PEDRAS GRANDES(SC), as demais situa-se todas, num trajeto de 1 km, na localidade de Rio Vargedo no Município de TREZE DE MAIO(SC). Os Irmãos SALVAN - JOSÉ "Giuseppe" SALVAN, EMÍLIO, SANTOS, JACINTHO, JÚLIO, EUGÊNIO e PEDRO - eles eram muito unidos, todos ajudaram e contribuiram na construção destas casas. Os pedreiros foram os Senhores LUIZ NIERO, MARINO CESCA, JOÃO SCARPATTO, AMBRÓSIO GABRIÉL. O carpinteiro era o Sr. AUGUSTO FRAGNANI e o vidraceiro o Sr. MARCOS SAVARIS de Morro da Fumaça.

Muitos que transitam no interior dos Municípios de TREZE DE MAIO e PEDRAS GRANDES, ficam deslumbrados com as casas antigas que encontram ao longo do caminho, principalmente pela estrada que leva até a localidade de Rio Vargedo.
*só.tão - s. m. 1. Pequeno andar ou compartimento que fica entre o teto do último andar e o telhado de um edifício.

Residência do casal JOSÉ “GIUSEPPE” SALVAN e ITÁLIA PIEROBON SALVAN (1934)


Residência do casal SANTOS SALVAN e MARIA NIERO SALVAN (1934)
 

Residência do casal EUGÊNIO SALVAN e STELA SORATTO SALVAN (1944)




Residência do casal JACINTHO SALVAN e LÍBERA PIEROBON SALVAN (1936)



Residência do casal JÚLIO SALVAN e ANA IZEPON SALVAN (1938)



Residência do casal EMÍLIO SALVAN e MÁLIA MOZERLE SALVAN (1945)


     


     As Residências dos Imigrantes, eram sempre compostas por: Uma área social onde localizava-se os dormitórios, a sala e o salete, e na parte superior, o tão curioso e misterioso *sótão. Uma área separada onde está a cozinha, inclusive com o fogão a lenha, e, aos fundos, mais retirado, ficava o estábulo. A cozinha sempre separada da casa para prevenir incêndios e até pelo motivo de os mais velhos, começarem os afazeres domésticos, sempre de madrugada, e não acordava as crianças e ou as visitas. Toda casa tinha um paiol, ali se guardava as reservas, cereais, equipamentos e ferramentas. Tinha também as estrebarias, galinheiro, chiqueiro, engenho de cana, atafona, moinhos, poço d´água, na rua um forno de barro a lenha, tábua do queijo e a vara do salame, rebolo, parreira de uva e a cantina do vinho. A imagem de SANTO ANTONIO DI PÁDUA, muitas vindas da ITÁLIA, encontra-se em várias residências. Muita cultura do imigrante Italiano.
       O sustento do dia-a-dia era sempre uma enorme polenta, queijo, salame, fortaia e radiche. De manhã, ao meio dia e na janta.



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